sábado, 20 de janeiro de 2018

SANTO DO DIA - São Sebastião, defensor da Igreja

 

São Sebastião, defensor da Igreja e apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos

O santo de hoje nasceu em Narbonne; os pais eram oriundos de Milão, na Itália, do século terceiro. São Sebastião, desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo batismo e zelou por ele em relação à sua vida e à dos irmãos.
Ao entrar para o serviço no Império como soldado, tinha muita saúde no físico, na mente e, principalmente, na alma. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do Império. Esse grande homem de Deus ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no Império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos –, porque o imperador adorava os deuses. Enquanto os cristãos não adoravam as coisas, mas as três Pessoas da Santíssima Trindade.
Esse mistério o levava a consolar os cristãos que eram presos de maneira secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito.
São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. E um apóstata denunciou-o para o Império e lá estava ele, diante do imperador, que estava muito decepcionado com ele por se sentir traído. Mas esse santo deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o Império era esse serviço; denunciando o paganismo e a injustiça.
São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensarem que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça. Ela cuidou das feridas dele. Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu bem e o bem de todo o Império. Evangelizou, testemunhou, mas, dessa vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.

São Sebastião, rogai por nós!

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

No Peru, Papa se encontra com povos da Amazônia

Santo Padre falou de feridas profundas na Amazônia e defendeu respeito e reconhecimento para com os povos nativos

Da Redação
Papa saúda representantes dos povos indígenas que deram seu testemunho no encontro / Foto: Reprodução TV Canção Nova-Vatican News

“Muito desejei este encontro”, disse o Papa Francisco aos cerca de quatro mil membros dos povos da Amazônia que se reuniram para encontrá-lo nesta sexta-feira, 19, em Puerto Maldonado, no Peru. Em um dos momentos mais importantes de sua viagem ao país, Francisco fez um longo discurso manifestando preocupação com as ameaças aos povos e à região amazônica.
O discurso do Papa foi precedido pelo testemunho de alguns representantes indígenas, que relataram as dificuldades desses povos, o sofrimento com a invasão de estrangeiros e com a destruição da natureza, do local onde habitam. Eles disseram ao Papa que têm orgulho de pertencer a um povo nativo, mas têm medo porque pessoas de outros lugares querem cancelá-los. Os indígenas manifestaram sua preocupação com a destruição da terra e agradeceram pela visita do Pontífice.

Discurso do Papa

Após ouvir atentamente aos testemunhos, logo no início de seu discurso Francisco destacou o motivo de sua visita a Puerto Maldonado, que foi seu primeiro compromisso na viagem ao Peru.
“Quis vir visitar-vos e escutar-vos, para estarmos juntos no coração da Igreja, solidarizarmo-nos com os vossos desafios e, convosco, reafirmarmos uma opção convicta em prol da defesa da vida, defesa da terra e defesa das culturas”.
Francisco considerou que nunca os povos originários da Amazônia estiveram tão ameaçados em seus territórios como agora. Trata-se de uma terra disputada em várias frentes, tendo de um lado grandes interesses econômicos e, de outro, a “perversão de certas políticas” que promovem a “conservação” da natureza sem considerar o ser humano, os povos que ali habitam.
“Temos conhecimento de movimentos que, em nome da conservação da floresta, se apropriam de grandes extensões da mesma e negociam com elas gerando situações de opressão sobre os povos nativos, para quem, assim, o território e os recursos naturais que há nele se tornam inacessíveis. Este problema sufoca os vossos povos, e causa a migração das novas gerações devido à falta de alternativas locais. Devemos romper com o paradigma histórico que considera a Amazônia como uma despensa inesgotável dos Estados, sem ter em conta os seus habitantes”.
Francisco defendeu o respeito, reconhecimento e diálogo com os povos nativos, de forma a assumir e resgatar sua cultura, linguagem, tradições, direitos e espiritualidade. E considerando que a defesa da terra não tem outra finalidade que não a defesa da vida, o Papa denunciou a devastação da vida que está associada à poluição ambiental causada pela extração ilegal. “Refiro-me ao tráfico de pessoas: o trabalho escravo e o abuso sexual. A violência contra os adolescentes e contra as mulheres é um grito que chega ao céu”.
Papa recebeu presentes típicos dos povos indígenas / Foto: Reprodução TV Canção Nova-Vatican News

Família, educação e Igreja

Além de ser uma reserva da biodiversidade, a Amazônia também é uma reserva cultural que deve ser preservada face aos novos colonialismos, ponderou o Santo Padre. Nesse ponto do discurso, ele enfatizou a importância da família.
“A família é, e sempre foi, a instituição social que mais contribuiu para manter vivas as nossas culturas. Em períodos de crises passadas, face aos diferentes imperialismos, a família dos povos indígenas foi a melhor defesa da vida”.
Francisco alertou sobre os colonialismos ideológicos mascarados de progresso que entram pouco a pouco estabelecendo um pensamento único e débil. E aqui lembrou, como escreveu em sua encíclica Laudato Sì, que o desaparecimento de uma cultura pode ser tanto ou mais grave que o desaparecimento de uma espécie animal ou vegetal. “E a única maneira de as culturas não se perderem é manter-se dinâmicas, em constante movimento”.
Considerando que a educação ajuda a gerar uma cultura do encontro, o Papa defendeu que a escola e a educação dos povos nativos devem ser prioridade e compromisso do Estado. Ele pediu aos bispos que continuem promovendo espaços de educação intercultural e bilíngue nas escolas, institutos pedagógicos e universidades.
E sobre a Igreja na Amazônia, Francisco assegurou que ela não é alheia aos problemas e à vida dos povos que lá habitam. Nesse sentido, ele pediu esforços a fim de plasmar uma Igreja com rosto amazônico. “Ajudai os vossos bispos, os missionários e as missionárias a fazerem-se um só convosco e assim, dialogando com todos, podeis plasmar uma Igreja com rosto amazônico e uma Igreja com rosto indígena”, disse o Papa, lembrando que, com essa proposta, ele convocou o Sínodo para a Amazônia, que será realizado em 2019.
“Rezo por vós, pela vossa terra abençoada por Deus, e peço-vos, por favor, para não vos esquecerdes de rezar por mim”, concluiu o Papa, finalizando o discurso com uma saudação na língua indígena quechua: “Tinkunakama [Até um próximo encontro]”.
Durante o encontro, Francisco entregou aos povos indígenas uma cópia da encíclica Laudato sì, sobre o cuidado da Casa Comum. E ao final, foi presenteado com adereços típicos da cultura indígena.

FONTE: CANÇÃO NOVA

Papa se encontra com crianças em sua passagem pelo Peru

O Santo Padre visitou o lar El Principito e foi ovacionado pelas crianças que ansiosamente o esperavam

Da redação
Francisco sorri às crianças do lar ‘El Principito’ / Foto: Reprodução Vatican News

Dando continuidade à sua Viagem Apostólica ao Peru, na cidade de Puerto Maldonado o Papa Francisco se encontrou com diversas crianças no lar El Principito (“O Principezinho”, em tradução literal). O Santo Padre foi recebido por uma apresentação teatral organizada pelas crianças, que relatava a chegada dos missionários em terras peruanas.
Aclamado pelos meninos e meninas que se aglomeravam para vê-lo de perto, o Santo Padre deu início ao seu discurso fazendo uma breve analogia entre o Natal e as crianças peruanas que ali o acompanhavam.
“Acabamos de celebrar o Natal. Enterneceu-nos o coração a imagem do Menino Jesus. Ele é o nosso tesouro, e vós meninos, sendo o seu reflexo, sois também o nosso tesouro, o tesouro de todos nós, o tesouro mais precioso de que devemos cuidar. Perdoai as vezes que nós, grandes, não o fazemos ou não vos damos a importância que mereceis”, disse, de forma muito terna, Francisco.
O Sucessor de Pedro ainda expressou sua tristeza pelas crianças que ali se encontravam sem pais e o quão dolorosas suas vidas eram sem a presença das figuras maternas e paternas. Lembrou, porém, que foram acolhidas num lugar em podem vislumbrar a vida com uma nova perspectiva. “Fico feliz ao ver que tendes um lar onde sois acolhidos, onde vos ajudam, com carinho e amizade, a descobrir que Deus vos segura nas suas mãos e coloca sonhos no vosso coração”, exortou.
Ao final, Francisco recebeu como lembrança dos jovens um terço feito com as sementes da vegetação peruana. Ao Padre Xavier, um dos responsáveis pelo lar El Principito, Francisco deixou como lembrança uma imagem Nossa Senhora do Bom Repouso.

FONTE: CANÇÃO NOVA

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Papa se encontra com jovens no Santuário de Maipu

Em seu terceiro dia no Chile, Francisco se encontrou com jovens fiéis

Da redação

Francisco durante seu discurso aos jovens chilenos / Foto: Reprodução Vatican News

No Chile desde a noite de segunda-feira, 15, o Papa dá continuidade à sua Viagem Apostólica em território sul-americano. Hoje, o Sucessor de Pedro se encontrou com jovens fiéis no Santuário de Maipu.
A cerimônia teve início com um breve discurso de um dos representantes dos jovens, enquanto Francisco acompanhava atentamente suas palavras. “Existe um país com uma diversidade de clima e pessoas que jamais o deixará sozinho”, disse Ariel Rojas, que fez a saudação inicial ao Papa.
“Sonhos de liberdade, de alegria, de um futuro melhor. De sermos protagonistas da mudança, sermos protagonistas do Chile que vossos corações sonham”, disse o Sucessor de Pedro no início de seu discurso.
Multidão de jovens se aglomera em Maipu, Chile, para receber o Papa / Foto: Reprodução Vatican News

O Papa ainda citou a força da juventude chilena, sempre apta às mudanças e amor à pátria. “O amor à pátria é um amor à mãe, porque é a terra que nascemos, que sobrevive às próximas gerações. Queiram bem ao seu Chile”, exortou.
Ainda durante seu discurso, Francisco lembrou o amadurecimento juvenil, que deve ser construído de forma paulatina e segura. “Amadurecer é um sonho, é discutir entre vocês e não baixar a guarda. Está claro isto?”, indagou, para ser aplaudido de forma efusiva pelos jovens chilenos em seguida.
Para o Papa, a Igreja tem que ter o rosto jovem, cheio de vida. “Vocês são jovens porque se deixam interpelar no coração. É disto que a Igreja precisa!”
Ao final da cerimônia, o Santo Padre rezou um Pai Nosso e foi acompanhado em uníssono por todos os jovens, que vieram de diversas partes do Chile para vê-lo.

Fonte: Canção Nova

2ª Semana do Tempo Comum - Quinta-feira

Evangelho (Mc 3,7-12)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8E também muita gente da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse.
10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Missa no Chile: Papa fala das bem-aventuranças e destaca a paz

Somos convidados e desafiados a caminhar para o horizonte das  Bem-aventuranças, disse o Papa em sua primeira homilia no Chile

Da redação, com Boletim da Santa Sé
Papa Francisco durante celebração em Santiago /Foto: Reprodução TV Canção Nova – Vatican News

Paz e justiça foram dois pontos abordados pelo Papa Francisco durante sua primeira homilia na capital chilena, Santiago, nesta terça-feira, 16. A celebração, realizada no Parque O’Higgins, teve como Evangelho as bem-aventuranças, que foram o fio condutor da homilia do Santo Padre.
O encontro entre Deus e seu povo é apontado pelo Papa como o ponto de partida para o nascimento das Bem-aventuranças, horizonte para o qual todos são convidados e desafiados a caminhar. Mas o alerta de Francisco ficou por conta da passividade com que muitos agem diante da realidade, atitude que segundo o Santo Padre impede o nascimento, nos corações, das Bem-aventuranças.
“[As Bem-aventuranças] Não nascem dos profetas de desgraças, que se contentam em semear decepções; nem de miragens que nos prometem a felicidade com um ‘clique’, num abrir e fechar de olhos. Pelo contrário, as Bem-aventuranças nascem do coração compassivo de Jesus, que se encontra com o coração de homens e mulheres que desejam e anseiam por uma vida feliz”, afirmou o Pontífice.
Em referência aos vários terremotos já enfrentados pela população chilena, Francisco citou os vários homens e mulheres que conhecem o sofrimento, as frustrações e as angústias geradas quando o “chão lhes treme debaixo dos pés” ou “os sonhos acabam submersos”, mas que se reafirmam na luta para continuarem adiante, para reconstruir e recomeçar. O Papa aproveitou então para reforçar que as Bem-aventuranças não nascem de atitudes de crítica, julgamento, falta de comprometimento e sim de processos de transformação e reconstrução de comunidades e de vidas em particular.
Crianças chilenas participaram do ofertório da missa presidida pelo Papa / /Foto: Reprodução TV Canção Nova – Vatican News

“Jesus, quando diz bem-aventurado o pobre, o que chorou, o aflito, o que sofre, o que perdoou…, vem extirpar a imobilidade paralisadora de quem pensa que as coisas não podem mudar, de quem deixou de crer no poder transformador de Deus Pai e nos seus irmãos, especialmente nos seus irmãos mais frágeis, nos seus irmãos descartados. Jesus, quando proclama as Bem-aventuranças, vem sacudir aquela prostração negativa chamada resignação que nos faz crer que se pode viver melhor, se evitarmos os problemas, se fugirmos dos outros, se nos escondermos ou fecharmos nas nossas comodidades, se nos adormentarmos num consumismo tranquilizador”, alertou.
Desta forma, Francisco afirmou que as bem-aventuranças fazem, dos que comungam delas, artífices de paz. “Felizes aqueles que são capazes de sujar as mãos e trabalhar para que outros vivam em paz. Felizes aqueles que se esforçam por não semear divisão”, ressaltou o Pontífice, que prosseguiu respondendo a questões comuns ao ser humano: “Queres ser ditoso? Queres felicidade? Felizes aqueles que trabalham para que outros possam ter uma vida ditosa. Queres paz? Trabalha pela paz”.
O Papa seguiu citando, entre aplausos, um trecho da homilia do já falecido cardeal chileno, Dom Raúl Silva Henríquez, como parte da reflexão de sua homilia: “Se queres a paz, trabalha pela justiça” (…). E se alguém nos perguntar: “Que é a justiça?” ou se porventura consiste apenas em “não roubar”, dir-lhe-emos que existe outra justiça: a que exige que todo o homem seja tratado como homem”, relembrou.
Fiéis no Parque O’Higgins, em Santiago, no Chile, durante celebração do Papa /Foto: Reprodução TV Canção Nova – Vatican News

Para semear a paz, o Santo Padre sublinhou a necessidade da proximidade, de ir ao encontro de quem se encontra em dificuldade, de quem não foi tratado como pessoa. Segundo Francisco, esta é a única maneira para tecer um futuro de paz, para tecer de novo uma realidade passível de se desfiar, e citou — sob aplausos — a frase de Santo Alberto Hurtado: “Está muito bem não fazer o mal, mas está muito mal não fazer o bem”.
Ao final de sua homilia, Francisco confiou à Virgem Imaculada a cidade de Santiago. “Que Ela nos ajude a viver e a desejar o espírito das Bem-aventuranças, para que, em todos os cantos desta cidade, se ouça como um sussurro: ‘Bem-aventurados os obreiros de paz, porque serão chamados filhos de Deus’”, concluiu.
Nesta terça-feira, 16, Francisco prosseguirá com sua agenda de compromissos e fará uma breve visita ao Centro Penitenciário Feminino de Santiago, se encontrará com sacerdotes, religiosos e religiosas, consagrados e seminaristas na Catedral de Santiago, e com os bispos do Chile na sacristia da Catedral. O dia de hoje será encerrado com uma visita privada ao Santuário de São Alberto Hurtado e um encontro, também privado, com os sacerdotes da Companhia de Jesus.

Fonte: Canção Nova

2ª Semana do Tempo Comum - Quarta-feira

Evangelho (Mc 3,1-6)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” 4E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. 5Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Santuário de Aparecida recebe exposição sobre Jerusalém

Exposição apresenta, por meio de fotos, a cidade sagrada para as três maiores religiões monoteístas do mundo

Da redação, com Santuário Nacional 
Exposição começa nesta quarta-feira, 10 /Foto: Victor Hugo Barros / Assessoria de Imprensa Santuário Nacional

Nesta quarta-feira, 17, o Santuário Nacional de Aparecida receberá a exposição “Jerusalém— A cidade da fé”, que apresenta, por meio de fotos, a cidade sagrada para as três maiores religiões monoteístas do mundo – o cristianismo, judaísmo e islamismo. A cerimônia de inauguração da exposição acontecerá às 10h, próxima ao Salão Três Pescadores, no subsolo do Santuário Nacional. Na sequência, o cônsul-geral de Israel, Dori Goren, realizará a palestra “Jerusalém: Cidade sagrada para três religiões — uma viagem no tempo”.
Com a curadoria de Antonio Carlos Sandoval e Camila Gomes, do Consulado Geral de Israel em São Paulo, a mostra apresenta símbolos e locais sagrados da velha cidade, além de cantos pouco explorados que caracterizam a capital espiritual da humanidade. Nas vinte fotos, de autoria do brasileiro Agê Barros e do israelense Noam Chen, serão apresentados locais famosos como a Via Dolorosa, rua onde Jesus carregou a sua cruz, e a edícula que marca o local exato onde Jesus foi sepultado.
Inédita no Brasil, a exposição terá atividades gratuitas e abertas ao público. Além de apresentar aos brasileiros as curiosidades da Cidade Velha, o momento também se caracteriza como um sinal do bom convívio entre as religiões. Para o Santuário, esta é uma oportunidade de reafirmar os esforços pela paz promovidos pela Igreja Católica.
“É um gesto de acolhimento de um país que vai completar setenta anos em 2018. É nessa condição que acolhemos esta exposição. A cidade de Jerusalém é uma cidade santa, uma cidade da paz. Por isso, esse gesto também representa nossa busca pela paz, sobretudo entre as religiões”, destaca o reitor do Santuário Nacional, padre João Batista de Almeida.
Segundo o cônsul-geral de Israel, foi o desejo pela paz que o motivou a idealizar a mostra, uma inspiração que surgiu durante uma visita sua ao maior templo mariano do mundo. “Em uma visita minha a Aparecida, surgiu a ideia de realizar esta exposição fotográfica sobre Jerusalém, uma cidade tão importante tanto para judeus, quanto para cristãos. A ideia foi muito bem recebida pelo padre João Batista e fico muito feliz que ela esteja sendo concretizada”, conta Goren.
A exposição poderá ser conferida até o dia 28 de fevereiro. As visitas acontecem de segunda a sexta-feira das 7h às 18h. Já aos fins de semana, o local está aberto ao público das 5h às 18h. A entrada é gratuita.

Fonte: Canção Nova

2ª Semana do Tempo Comum - Terça-feira

Evangelho (Mc 2,23-28)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

23Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?”
25Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”. 27E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

domingo, 14 de janeiro de 2018

No Acre, Igreja reunirá jovens para discutir a realidade juvenil brasileira


No ano em que o Sínodo dos Bispos traz a juventude como tema, jovens se mostram conectados ao tema

Da redação, com CNBB
No Acre, acontece de 10 a 13 de março o XII Encontro Nacional da Pastoral da Juventude / Foto: CNBB

Em Rio Branco, capital do Acre, acontece no próximo mês de março, de 10 a 13, o XII Encontro Nacional da Pastoral da Juventude. Trata-se de uma das organizações que integram o trabalho da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O evento está em sintonia com o Sínodo dos Bispos, que será realizado de 3 a 28 de outubro deste ano e tem como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.
O tema do encontro no Acre será “Txai: da seiva da vida, a festa do bem viver” e promoverá diálogos sobre a realidade social, eclesial e da juventude brasileira. Uma primeira reunião já foi organizada e contou com a presença do padre Luiz Ceppi, que atua no Acre há 34 anos, da assistente social Janaina Sales, do ex-presidente do Conselho Nacional da Juventude, Daniel Souza e da coordenadora de projetos do Anchietanum, Vanessa Correia.
O bispo referencial da juventude no Regional Noroeste, Dom Benedito Araújo, e o bispo membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, Dom Nelson Francelino, participaram da mesa de abertura. Segundo dom Benedito, o ENPJ além de ser um momento de experiências marcantes é também um marco para a história da Pastoral da Juventude.
No último dia 9, os jovens que participaram do encontro realizaram ações missionárias nas paróquias dos municípios de Rio Branco e do Bujari, no interior do estado. Antes de iniciar o dia missionário, a juventude do ENPJ vivenciou uma breve mística de envio. Os delegados foram divididos em equipes para visitarem 21 espaços de missão, distribuídos entre as paróquias da diocese e a Penitenciária Francisco de Oliveira Conde (FOC).
Francisca Eugênia, 68 anos, acolheu alguns jovens na Comunidade Nossa Senhora Aparecida, pertencente à Paróquia São João Batista, no Bujari, interior do Acre. Segundo ela, acolher essa juventude que vem de diversos lugares do Brasil, conhecendo as realidades locais, é motivo de muita alegria. “Ver jovens levando a Palavra de Deus é a coisa mais linda, pois não vemos muito isso hoje em dia, somente notícias tristes. Então, perceber os jovens nessa caminhada é algo que me chama bastante atenção”, afirmou.

Rota da Vida

Outra ação coordenada pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude é o projeto Rota da Vida. Baseado no tema da Campanha da Fraternidade 2018, “Fraternidade e Superação da Violência”, e no lema “Em Cristo somos todos irmãos” (Mt 23,8), o projeto visa à valorização da vida e combate à violência e tem por objetivo dar mais um passo no aprofundamento da realidade juvenil no Brasil.
O projeto é voltado para educadores, professores, jovens líderes e acompanhantes de crianças e adolescentes. A partir do Mapa da Violência, a Comissão Episcopal para a Juventude, em parceria com as dioceses locais, desenvolverão encontros nessas localidades, que foram escolhidas pelo ranking de índice de mortalidade, e a partir disso, uma nova pesquisa será feita a fim de tabular e responder o seguinte questionamento: como e por qual motivo morre a juventude no Brasil?
Os fóruns/encontros serão realizados nas capitais dos Estados com maior índice de violência juvenil de acordo com o último levantamento feito pela pesquisa citada acima, são eles: Alagoas – Maceió; Natal – Rio Grande do Norte; Ceará – Fortaleza; Sergipe – Aracaju; Maranhão – São Luis do Maranhão; Espírito Santo – Vitória e Goiás – Goiânia.
Os seminários/fóruns nessas cidades contribuirão para uma reflexão mais ampla junto às pessoas que trabalham na educação e no acompanhamento de adolescentes. A primeira edição acontecerá em Macéio no dia 20 de fevereiro. O segundo encontro será em Natal, em 9 de março. Os demais encontros estão sendo agendados de acordo com a disponibilidade das dioceses.

Fonte: CAnção Nova

2º Domingo do Tempo Comum

Anúncio do Evangelho (Jo 1,35-42)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 35João estava de novo com dois de seus discípulos 36e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” 37Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus.
38Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “O que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?”
39Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde.
40André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus. 41Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias” (que quer dizer: Cristo).
42Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer: Pedra).

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Terça-feira

Evangelho (Jo 1,19-28)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

19Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. 21Eles perguntaram: “Quem és, então? És Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”. 22Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos de levar uma resposta àqueles que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?”
23João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. 24Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?”
26João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. 28Isso aconteceu em Betânia além do Jordão, onde João estava batizando.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Missa de Ano Novo

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Missa da noite de Natal

Na catequese, Papa destaca verdadeiro significado do Natal

“Sem Jesus não há Natal”, frisou o Papa na última catequese de 2017

Da Redação, com Boletim da Santa Sé
Papa faz a última catequese de 2017 / Foto: Reprodução Youtube – Vatican News

Na catequese desta quarta-feira, 27, a última do ano de 2017, o Papa Francisco refletiu sobre o significado do Natal. O Pontífice alertou sobre uma espécie de “desnaturalização” do Natal que se vê nos dias de hoje.
“Sem Jesus não há Natal”, afirmou o Papa, destacando que o nascimento de Jesus é o único verdadeiro Natal. Se Jesus está no centro, tudo ao redor – as luzes e tradições locais, incluindo as comidas características – contribui para criar a atmosfera da festa, mas com Jesus no centro. Se se tira Jesus, a luz se apaga, tudo se torna falso, aparente, explicou.
“O verdadeiro dom para nós é Jesus, e como Ele queremos ser dons para os outros. E, uma vez que queremos ser dons para os outros, trocamos presentes, como sinal, como sinal desta atitude que nos ensina Jesus: Ele, enviado do Pai, foi dom para nós e nós somos dons para os outros”.
Francisco acrescentou que, com a encarnação do Filho, Deus abriu o caminho da vida nova, que é fundada sobre o amor. “O nascimento de Jesus é o gesto de amor maior do nosso Pai do Céu”, frisou.
Outro aspecto ressaltado pelo Papa foi o fato de que, no Natal, a história humana é visitada pela história de Deus, que tem como primeiros destinatários do seu dom – a salvação trazida por Jesus – aqueles que estão à margem da sociedade, os pequeninos e desprezados.
“Queridos irmãos e irmãs, nestes dias abramos a mente e o coração para acolher esta graça. Jesus é o dom de Deus para nós e, se O acolhemos, também nós podemos nos tornar dom para os outros – ser dom de Deus para os outros – antes de tudo para aqueles que nunca experimentaram atenção e ternura”, concluiu o Pontífice.

Fonte: Canção Nova